terça-feira, 26 de setembro de 2017

Passos inesquecíveis

As semanas seguintes foram de muita ansiedade e correria. Após nossa seleção para a final para a Mostra Paranaense de Dança, organizada pela ABABTG, nos organizamos para a viagem `Curitiba, que ocorreu no dia 16/06. Tivemos o apoio do então secretário da Cultura (na época), Antenor Romanini, que foi fundamental, para que pudessemos concluir esse sonho.
 A viagem foi inesquecível. Os bancos da van, lembravam muito tabuas de passar roupa, a música de fundo variava entre "galopeira e alô galera bate a mão e bate o pé", kkkkkkk, Misael quase não coube no seu banco de tanta comida que levava consigo, Eu, (Regê) não dormia e não deixava ninguem dormir com minha tagarelice, Agnes teve sorte e tinha uma cama disponivel no lugar da tabua de passar roupa, Jaque, Roh, Luana e Gabriel quase nem se mexiam no conforto de seus bancos kkkk, Renata, Gabriela e Tiago preferiram o sacolejar do fundão... ahhhhh Tivemos momentos únicos, divertidos e simplismente maravilhosos em que jamais deixaremos de nos lembrar com carinho.
 Curitiba nos recebeu com uma linda manhã, de sol pálido, tipico de outono, e um frio brando. Assim que pisamos na capital paranaense, quisemos aproveitar os segundos, minutos e horas disponiveis, para turistar até o momento do nosso ensaio. Passeamos (e muito). Começamos pelo largo da ordem, fomos até praças, shopping e de repente: nos demos conta que já era quase hora do ensaio. Tinhamos hora marcada para a passagem de palco no guairão.
 Confesso que quando me dei conta disso, senti uma tremedeira, porque já começava a se tornar real o sonho de estar no palco do Teatro Guaíra, um ícone da capital paranaense, especialmente pelo grandioso ballet que possui. Nossa van nos levou até lá, mas o mais incrível foi que chegamos segundos antes da nossa entrada. Acho que quando pensamos em ir pra esse mostra queriamos mesmo com "muita emoção" rss. Apelidados pela nossa querida Agnes de "Zé Latinhas" (já que em nossa coreografia usavamos latas e caixotes), chegamos no palco do guaira e a emoção tomou conta!!! Senti-me saindo de um sonho e pisando (naquele palco) na realidade. A passagem de palco durava apenas e não mais que 10 minutos. Após esse momento, poderíamos ficar um tempo ali, mas não nos demoramos muito. Apenas olhava para o tamanho daquele palco e não acreditava em tamanha alegria que sentia.
 Vivenciei(vivenciamos) cada minimo detalhe: admirei aquele palco e agradeci a Deus por estar ali. Era sonho e realizar um, tem que ser motivo de MUITO agradecimento. Aquele espaço reflete muita coisa: grandes ballets, grandes peças, bailarinos, atores, cantores, artistas em geral, renomados passaram por ali. O recuo, os bastidores, os camarins, as barras de iluminação, as coxias, TUDO era encantador de se ver pelo lado que estavámos: o de participantes de uma final de uma Mostra tão importante. Assim, esses minutos se finalizaram e nós voltamos pras ruas de Curitiba. Passeamos e nos divertimos por mais algumas horas.
 O sol já começava a se por e então nos olhamos com ansiedade, como se  já soubessemos o que cada um pensava: ta quase na hora! Buscamos nossos figurinos e demais coisas que iriamos usar na apresentação e fomos novamente pro Guairão. 
Os camarins estavam abarrotados. Bailarinas e bailarinos de todos os estilos de dança se alongando, se maquiando, se aquecendo, disputando espelhos e ansiosos como nós. Nos preparamos e finalmente vimos que era chegada a hora. Nos acomodamos na platéia para assistir a abertura da noite de 17/06 com o grupo EF Jazz Company "O Elemento", de Eliane Fetzer. Seguiu-se então as demais apresentações e nos dirigimos para as coxias, quando ainda faltavam algumas apresentações até nosso momento. Nos bastidores, nos aquecemos e tivemos um momento de muita união e gratidão. Nos comunicamos pelo sentir, pelo olhar, pela ansiedade, pela alegria que estavamos vivendo. Eis que a voz que apresentava nos anuncia: Cia de dança contemporânea Retoques, de Arapongas-PR apresentando coreografia Morada! 
O palco era nosso, e por alguns minutos as pernas não tremiam, elas flutuavam ali. Vivemos cada segundo, nos olhando, sorrindo, trocando energia com a platéia, sentindo os pés naquela madeira: DANÇAMOS!
 Ao finalizar, ouvimos os aplausos e a genuína alegria nos transbordou. Nos retiramos e retornamos para a platéia. Tudo parecia gigante a partir dali. Felicidade define! Após finalizar todas as apresentações, eu me dirigi ao palco, juntamente com todos os representantes das cias e escolas ali presentes, e recebemos uma homenagem dos organizadores. As luzes se acenderam, o público aplaudiu e a tão sonhada noite  de apresentação, finalizou. Nos dirigimos ao palco e aproveitamos para fotografar, curtir, agradecer pessoalmente os organizadores. Nos dirigimos até o hotel, onde nosso motorista(o Zé) estava hospedado e decidimos sair pra COMERmorar antes de pegar a estrada. Não vou entrar em detalhes desse momento, mas pudemos comer um frango gostoso, ou seria um frangoso? hahahaha e Mc Donald's foi nosso destino final na capital nessa noite. Pegamos estrada e uma noite de viagem tranquila nos trouxe de volta a Arapongas. 
Após nosso retorno, a concentração das pesquisas corporais voltaram-se para o espetáculo que viria logo mais em Julho 2017, dentro da programação do FESTAR. O espetáculo teve início dentro das pesquisas que desenvolvemos na nossa Cia e se estendeu aos alunos, do extinto projeto"DANÇAR - Dança com Vida" da Secretaria de Cultura Lazer e Eventos, dos quais eu(Profª Regê) fui responsável pelas aulas de dança contemporânea. Assim, iniciamos ensaios e mais pesquisas em conjunto com os outros alunos para concretizar:"Espetáculo de dança contemporânea ENTRE".
Ficamos por aqui, e até a próxima!
Regê











terça-feira, 29 de agosto de 2017

A volta... por cima!


A volta!
Tantas coisas aconteceram ao longo desses meses, que esse tempo de dedicação à escrita do blog, foi deixado em segundo plano. Mas é hora de retornar. Para isso, precisamos voltar no mês de maio. 
No dia 12/05/17 aconteceu nossa apresentação no Sarau da Sabima, e foi um momento lindo! Estavámos todos numa expectativa muito grande pela estréia de nossa Cia. O Sarau teve muitas apresentações diferenciadas, e nós, como dança contemporânea, fizemos parte dessa riqueza das artes apresentadas. Cada pesquisa corporal foi alí representada pelos participantes da Cia de dança contemporânea Retoques. São eles: Misael Café, Gabriela Fernandes, Rosiane Azevedo, Jaqueline Lima, Renata Oliveira, Agnes Gomes, Luana Carvalho e Regilândia Silva. 
Passado essa apresentação, tivemos retornos positivos e então nos sentimos seguros para nos inscrever na 10ª Mostra Paranaense de Dança, promovida pela ABABTG, na seletiva Arapongas-PR. E foi então que começou nossa grande dúvida: montamos uma nova coreografia ou apresentamos "Morada"? Concluímos que o tempo era curto, e que Morada seria o ideal. Mas a coreografia se passava dentro de 3m:45s e ficamos preocupados que fosse algo muito simplificado, já que se tratava de um grande evento de dança. Na semana seguinte, nos reunimos para nossa aula e dei início a uma nova pesquisa corporal, dentro da coreografia já montada. Fizemos então, em processo colaborativo, diante de algumas idéias que apresentei aos alunos, uma nova introdução a essa dança. Usando latas de tinta (vazias) e caixotes (desses de feira), como elemento cênico, representando nossas "moradas": corpos, vidas, casas, sentimentos, em cada passo, contato, olhares, toques, etc.

 Criamos, ensaiamos, nos inscrevemos, criamos um figurino e enfim, no dia 04/06/17 nos apresentamos no palco do Cine teatro Mauá, juntamente com mais 55 apresentações inscritas de Arapongas e região. 
A apresentação foi linda, e muito gratificante! Subimos ao palco, e confesso que nos vimos "diferentes" de tudo e todos alí, pela proposta que levavámos, voltada a pesquisa corporal coreografada em poesia: musical, corporal, expressiva. Na mesma noite, o resultado da seletiva (cuja final seria em Curitiba-PR) foi divulgado. Quase não acreditavamos, ao vermos o nome da cia na postagem dos selecionados, pois para nossa surpresa e alegria (genuína), fomos sim, selecionados para a Mostra Final a realizar-se no Teatro Guaíra. Esse resultado nos trouxe respostas em todos os sentidos, e muito nos foi mostrado. A felicidade foi tão grande, que passamos por cima de impecilhos que começaram a surgir, e assim, começamos a nos organizar rumo a Curitiba. 
Sobre a mostra final? Essa é uma história para o próximo capítulo, ops, quer dizer, para a próxima postagem do blog. 
Até lá
Regê

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Morada

Estive um pouco distante da página por algumas semanas, mas os motivos foram especiais...rs... 
O principal motivo é que depois de alguns meses em conversação com os alunos e pensando nos prós e contras, definimos que deveríamos nos tornar uma cia de dança. Um sonho que eu particularmente começo a realizar! Desde novembro passado já havíamos conversado sobre nos tornarmos  uma cia, e a partir de então, somos e fazemos parte da "Cia de dança contemporânea Retoques".
Outro motivo que não andavámos passando por aqui, é que estávamos bem ocupados na criação da nossa primeira coreografia. Já tinha em mente algo para iniciarmos, mas a pedido de uma amiga, responsável por um espaço de artes no município, fez com que os rumos mudassem e assim demos início a uma nova pesquisa corporal a qual o nome escolhido foi "Morada". 
A pesquisa teve início com a escolha do repertório. Tive algumas idéias e sai buscando músicas que nos remetessem a movimentos, onde a expressão corporal viesse de vivências passadas por cada dançarino ao longo da vida. Assim, depois de muita busca, me deparei com a música "Saudosa maloca" interpretada por Negra Li, de composição de Adoniram Barbosa. 
Depois de escolhida a música, nos reunimos no nosso encontro semanal, como de costume, e passei uma prévia das inspirações que me vieram. Começamos com a passagem de alguns movimentos, e num processo colaborativo, pedi que criassem alguns movimentos para compor algumas outras idéias que fui tendo. Coreografei, e juntos criamos! Ensaiamos, nos encontramos mais vezes e fomos afinando e limpando a coreografia. 
Morada se deu por estarmos pesquisando a nós mesmos. Nossa morada primeira: nosso corpo! Assim, fomos nos desafiando a criar e a recriar movimentos que já fazem parte do nosso repertório de vida. A intenção foi a cada momento de pesquisa nos descobrir e expor nossa primeira via de acesso ao movimento. Nossos músculos, nossas articulações foram ganhando mais e mais vida a cada mover expressado, findando assim a coreografia. 
Nossa primeira apresentação acontece amanhã e estamos muito ansiosos e ao mesmo tempo, muito felizes com esse momento. 
Esperamos que essa apresentação, seja um grande e lindo momento na nossa história de vida dançante, pois tem sido esperada com grande alegria e expectativa. 
Até lá
Regê

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Agregando o vivido

Enfim terça! A aula do dia 11/04/17 foi deliciosa... nosso início de aula teve uma boa conversa. Estive na cidade de Curitiba no último final de semana, participando (como expectadora) do Festival de Teatro de Curitiba. Muitas idéias surgiram após assistir tantos e lindos espetáculos, de teatro e de dança contemporânea. Consegui trazer para meus alunos, um pouco de tudo que vivi lá, com novas idéias para nossa coreografia. De uma forma colaborativa, agregamos novos movimentos ao processo de criação que estamos vivenciando. O caminhar, o mover, o sentir... tudo foi experenciado de uma nova forma manifestada alí no palco. Fruimos grandemente em muitas ideias, muitas vivências, então vamos participar do resumo da aula pela escrita vivida da aluna Jaqueline.
Regê

Nossa aula de terça feira começou com uma roda de conversas e troca de idéias, nossa professora Rege, começou a nos contar sobre as experiências que ela teve em um festival que ela foi assistir em Curitiba (Festival de Teatro de Curitiba). 
Ela contou também sobre suas novas idéias para a nossa coreografia, foi muito legal, pois todos nós ficamos muitos entusiasmados e daí já surgiram algumas novas idéias. 
Depois disso fomos para a nossa coreografia, iniciamos com um movimento de "ir e vir" prefiro dizer assim, rss. 
Após esse momento, fomos para o movimento das mãos que fizemos há um tempo atrás em duplas. Alguns movimentos mais quebrados e contraídos, outros foram mais impactantes e outros mais sutis e circulares, uma mistura. 


Logo após termos feito os movimentos decidimos em qual sequência ficaria e em qual posição, por fim, fizemos uma roda e cada pessoa disse uma palavra e literalmente rodamos cantando.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Cirandamos

E aqui estamos novamente! Felicidade resume, rss... Bom, estamos tendo uma sequência de aulas esse ano sem falhas, sem faltas e o crescimento de todos nós é sentido! A aula iniciou com uma boa conversa, mas aproveitamos mais o tempo e a coreografia está em andamento. Cirandamos nossos movimentos naquele palco! Vamos interagir com a aula do dia 04/04/17 pela descrição da aluna Rosiane.
Vamos?
Regê
Nos reunimos no início da aula para conversarmos um pouco sobre como seria a aula, a Rege disse que focaríamos na coreografia que estamos construindo, aliás estou muito ansiosa para ver o resultado final. Duas alunas nao puderam estar presentes hoje, Jaqueline  e Agnes, fizeram falta. Após  a conversa alongamos nosso corpo como de costume e continuamos conversando (estavamos falantes kk). Como já tínhamos iniciado a coreografia semana passada, hoje repassamos várias vezes e demos continuidade. Ela é baseada na infância, que começa na vida intra uterina (desde os movimentos do feto) e até onde vamos, não sabemos ainda, mas esta fluindo a cada aula.
Começamos a pesquisar movimentos em que tínhamos que engatinhar... dos que construímos, a Rege escolheu um para colocar na coreografia. Então passamos a coregrafia desde o início até o movimento que criamos, mas não deu muito certo rsrs, não deu o efeito que a gente imaginou, expectativa x realidade kkk, passamos novamente a correografia, mas dessa vez sem esse movimento, até que o Misael deu uma sugestão, e deu certo, apesar da gente ter se embananado pra caramba, o movimento era tão complexo quanto ele kk, brincadeirinha.
Passamos mais  uma vez a coreografia com o movimento do Misael , e dessa vez fazendo a contagem pra que todos fizessem dentro do mesmo tempo. A Rege queria que a gente visualiza-se de fora como estava ficando,então ela separou um grupo para assistir enquanto o outro dançava e depois ao contrário, vimos que temos que acertar algumas coisas, mas está ficando lindo, a cada dia as expectativas aumentam, estamos vendo as coisas fluírem pouco a pouco, e o grupo em si está em um grau de maturidade incrível, digo por mim mesma, mas como aluna também tenho observado a evolução de todo o grupo, uma outra forma de pensar, novas possiblidades, mais foco, mais vontade. Nunca me senti tão íntima do palco como agora, sinto que aquele palco é meu, e não só meu, mas do nosso grupo, bom, tudo o que a gente tem vivido e experimentado só prova para nós mesmos o quanto merecemos estar ali. O palco nos impulsiona!
As aulas me ensinaram a ver a dança de uma maneira diferente, e me fez entender que o nosso corpo é livre. Encerramos fazendo um círculo como sempre fazemos e definindo a aula com uma palavra, e por ultimo ''cirandamos'' e cantamos juntos! E assim terminou a nossa aula, meus joelhos estão vermelhos e doloridos neste momento, mas eu sinto que valeu muito a pena!

terça-feira, 4 de abril de 2017

O corpo em movimento

A aula do dia 28/03/17 começou com um bom bate papo... Nós estamos bem entrosados e muitas vezes me empolgo deixando algumas prioridades de lado na pesquisa. Então reestruturei algumas coisas e nessa conversa eles puderam se interar dos objetivos e planos futuros. Tudo tem sido muito intenso e vivido com muito contentamento. Estou mto feliz em ter esse grupo como investigadores do movimento junto comigo. Sou grata por cada um de vocês, que estão crescendo e evoluindo nessa unidade que estamos, nesse sonho!
O relato de hoje ficou por conta do aluno Misael. Então... Vem comigo nessa leitura. Vamos mergulhar pelo olhar dele?
Regê

E vamos lá para mais um relatório de todas as nossas terças-feiras.
Começamos a aula logo após a outra turma, e diferente um pouco dos outros encontros, tivemos uma longa conversa, onde a profª Rege nos passou detalhes, sobre o rumo que nossas pesquisas estão tomando, se encaminhando. Estamos buscando os movimentos da criança que ainda somos, que ainda vive em nós. Nessa conversa também, ela explicou um pouco do que ela pretende daqui pra frente... objetivos com a tuma. E particularmente estou gostando muito dessas novidades. 
A brincadeira ta ficando séria hehe, e vem novidades e desafios por aí. Antes de encerrar essa primeira parte, a profª explicou como seria a aula de hoje. Com foco na pegada dos movimentos buscando nosso lado emocional, presente. Foi pedido pela Rege para que liberassemos nossos movimentos/sentimentos, o que havia mexido um pouco mais conosco durante o nosso dia, seja ele um sentimento bom ou ruim. (DETALHE) Que liberassemos na dança, com nosso corpo. Começamos a andar pelo espaço, ao som de uma música, buscamos um espaço cada um, para que nele nos encontrassemos. De fato, foi um momento dificil, acredito que para todos, pois ao final fizemos como sempre, um bate papo, tivemos diversos sentimentos e percepções.  É impressionante como nosso corpo consegue mostrar tudo o que estamos sentindo, se você se entregar na dança.
Tive um momento muito bom nessa pesquisa, não precisei dizer muito com palavras, pois meu corpo descreveu o que senti durante o dia. 

Indo para a última parte da aula, fizemos umas pesquisas para relembrarmos de alguns movimentos já criados nas aulas anteriores, e posso dizer que nosso corpo tem uma grande memória, hehe...
Lembramos os movimentos, começamos a criar nossa coreografia com a pesquisa de movimentos novos e também colocamos movimentos das aulas anteriores na coreografia. Já quase encerrando meu relato sobre esse encontro, digo que, cada vez mais estou apaixonado por tudo isso: pela dança, pelo corpo em movimento, trazendo sentimentos. E acredito que todos estamos, ainda está no início de uma pesquisa de dança e desenvolvimento... começando a criar a coreografia. Mas está ficando lindo, pelo menos a expressão da Rege quando terminamos aquele "olhar" que ela fez para nós. hahahaha Bom então é isso pessoal, espero que tenham gostado. Beijãooo

sexta-feira, 31 de março de 2017

Movendo-me, transbordo!


Nosso segundo encontro do ano aconteceu no dia 21/03/17 e foi intenso, vivo, lindo! Senti-me completa em estar nessa experiência com cada um que está participando desse processo. A premissa das nossas pesquisas vem sendo espontaneidade, liberdade, criação de movimentos... Para que não digam que estou exagerando, aí vai a descrição da aula lindamente redigido pelo olhar da aluna Luana Carvalho. 
Boa leitura
Profª Regê

Bom, para a aula, como a professora Rege havia pedido, levamos um objeto que de algum modo nos lembrasse de nossa infância. Com todos já no palco, em circulo, fizemos uma pequena série de alongamentos. Em seguida, com um ritmo divertido no ambiente, a professora pediu para que naquele momento deixassemos nosso corpo se expressar do jeito que quisesse variando os planos alto, médio, baixo e preenchendo diferentes pontos daquele espaço, assim fizemos, dançando à nossa maneira e colocando emoção em cada movimento. Finalizada a atividade, nossos corpos já estavam acordados o suficiente para os exercícios seguintes.
Depois do aquecimento fomos para a o exercício de exaustão. A professora pediu para que em duplas, criássemos um tipo de diálogo de movimentos, tínhamos de reagir aos movimentos do outro, visando preencher seus espaços deixados e assim usando os variados planos, repassamos para o outro e vice-versa a interpretação individual da energia trazida por aquele ritmo musical (agora com um som de batidas africanas). A seguir, a cada troca de pares os movimentos iam se transformando, e, novos iam surgindo também.
Separadas as duplas, continuamos a conduzir nossos movimentos individualmente, cada um submerso em seu mundo interior, mas, ainda intervindo no espaço do outro e interagindo em conjunto. Passamos assim, a exigir mais de nossas das articulações, buscando agora o limite do corpo e aproveitando muito essa liberdade. Depois dessa atividade exaustiva e libertadora pudemos deitar e nos esticarmos naquele chão maravilhoso. Nesse instante, usufruímos de uma ótima sensação de alivio e naquele silencio podemos nos ouvir internamente, tudo o que adrenalina alarmou, e nos sentirmos inteiramente presentes ali naquele momento.
Depois da pausa rápida para água, pegamos nossos objetos novamente, nos sentamos em circulo e contamos um pouco sobre ele, o porquê de tê-lo escolhido, como o utilizava, a que idade nos remetia, enfim, automaticamente vinham divertidos momentos do passado à mente. Foi surpreendente descobrir lembranças por trás de um objeto que o vemos hoje como um simples objeto e lembrar que já foi uma de nossas fontes de divertimento de nossa infância.
Em seguida a professora pediu para que guardássemos nossos objetos, nos repousasse em algum lugarzinho do palco e nos ligasse às lembranças trazidas por ele, nossos sentimentos, companhias, comportamentos, sensações, enfim expressar tudo isso em movimentos livres conforme os estava sentindo, e assim fizemos. Naquele instante, procuramos deixar de lado tudo o que hoje nos limita e trazer pro aqui agora aquela liberdade que transbordava nos maravilhosos momentos de criança. E assim repassamos essa liberdade com bastante energia aos movimentos de forma totalmente livre.

Deste modo, acordamos a criança que vive dentro de nós e nos concentramos no que ela tinha de nos dizer, em seguida, nos abraçamos e abraçamos tudo o que conseguimos ouvir. Assim foi finalizada a aula, mais uma vez enriquecedora para a alma e o autoconhecimento. Foi uma experiência maravilhosa.